Résumé
Este artigo analisa a influência das redes sociotécnicas associadas aos sistemas agroflorestais (SAFs) sobre a diversidade dos sistemas agroflorestais cacaueiros (SAFCs) na Amazônia Oriental, nos municipios de Irituia e Tomé-Açu. O trabalho de campo foi feito por entrevistas semiestruturadas, atividades participativas e diagnósticos agrários. Três tipos de SAFCs emergiram da análise: Grupo 1 “orientado para o mercado”; Grupo 2 “soberania alimentar”; e Grupo 3, “sintrópico”. As redes sociotécnicas aparecem fragmentadas: uma rede institucional em Tomé-Açu, voltada para a intensificação do cacau, e uma rede agroecológica, predominante em Irituia, vinculada a cooperativas e associações locais. O grupo 1, inserido na rede institucional, adota técnicas agrícolas intensivas. Os grupos 2 e 3 empregam estratégias alternativas: o grupo 2 prioriza a diversificação de culturas e mercados certificados, enquanto o grupo 3 se concentra na agricultura sintrópica para regenerar áreas degradadas. Uma melhor articulação entre essas redes poderia facilitar a troca de conhecimentos e práticas, contribuindo para sistemas de produção mais resilientes e sustentáveis.