Abstract
O estudo origina-se de uma pesquisa mais ampla, que buscou identificar os lugares do corpo, gênero e sexualidade no contexto epistêmico da Educação Profissional e Tecnológica (EPT). Este artigo visa compreender as relações entre sexualidade e trabalho no filme Corpo Elétrico (2017), explorando implicações para a educação. Motivada por uma lacuna epistemológica na EPT, adotamos a fenomenologia de Merleau-Ponty como método e utilizou a Ficha de Apreciação Fílmica para análise. Articulando o referencial fenomenológico com Filosofias da Imagem e estudos de Gênero e Sexualidade, desvelaram-se, nas performances corporais do filme, expressões de desejo que transcendem o mecanicismo das relações precarizadas, criando modos de vida enlaçados pelo afeto.