Résumé
Este trabalho propõe uma leitura da conjunção entre governos e processos populistas nos países latino-americanos e ceticismo climático e ambiental à luz da lógica da reciprocidade na antropologia. O ponto de partida é que o princípio da reciprocidade é diferente do princípio da troca (e, em particular, do mercado de trocas). Portanto, ele pode gerar formas específicas de alienação que não são redutíveis à principal forma de alienação no sistema de trocas: a exploração capitalista, conforme analisada por Marx. Os populismos políticos na América Latina são particularmente difíceis de analisar e criticar, precisamente porque correspondem a formas de alienação específicas de lógicas e sociedades de reciprocidade. O trabalho examina a expressão recente dos populismos progressista e conservador. Finalmente examina como o populismo conservador está cada vez mais associados ao ceticismo e até mesmo à formas de conspiração anticientífica, levando à desregulamentação ou ao desmantelamento das políticas climáticas e ambientais.