Abstract
Durante os dois primeiros governos Lula (2003-2010) ocorreu uma “perfeita sintonia” entre o Presidente da República e o seu ministro das relações exteriores. De um lado a experiência acumulada do chanceler e de outro a vontade política do presidente de “fazer as coisas acontecerem” como ele mesmo costuma dizer. O nome que se deu a isso reflete com precisão a nova orientação implementada na política externa, onde o combate a fome - que já era prioridade interna desde a campanha eleitoral - era apenas a cereja do bolo. Ou seja, um ornamento importante, mas um ator coadjuvante do processo. O objetivo principal era a busca da soberania, do respeito no cenário internacional; a experiência brasileira na exitosa política de combate à fome foi apenas um dos vários instrumentos utilizados!